Bom dia, Domingo, 25 de Junho de 2017
Febre Amarela no Pará
Criança de Alenquer é o primeiro caso suspeito de febre amarela no Pará
Paciente está internado na UTI do Hospital Regional do Baixo Amazonas. Existe também a suspeita de leptospirose, diz HRBA.
16/03/2017 - 14h57 - Fonte: G1

 

Um menino de 11 anos, morador da zona rural de Alenquer, é o primeiro caso suspeito de febre amarela no oeste do Pará. O paciente deu entrada no hospital do município com sintomas que assemelhavam aos da doença. No ínicio da semana ele foi transferido para Pronto Socorro de Santarém e em seguida para o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA).

No HRBA foi coletado material para exames de confirmação pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). O resultado deve sair em até 30 dias. Por enquanto, a criança está recebendo cuidados médicos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com o HRBA, além da febre amarela, há também a suspeita de leptospirose, doença transmitida pela urina e fezes de roedores.

 Na caderneta de vacinação do menino não consta a imunização contra a febre amarela, segundo informou o Pronto Socorro de Santarém, o que aumentou ainda mais a preocupação com o estado clínico do paciente, pois em Alenquer foi encontrado um macaco morto possivelmente pela doença. Amostras do animal foram coletadas e enviadas para exames, que confirmaram a suspeita. A comunidade onde a criança mora fica próxima ao Ramal do Escondido, local onde o primata foi achado.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), ao todo, na região oeste do estado foram coletadas 13 amostras em animais encontrados mortos, sendo que três foram confirmados: dois em Rurópolis e um em Alenquer. O restante dos resultados deve ser liberado nos próximos dias.

Ainda segundo a Sespa, nessas regiões a vacinação foi intensificada e todas as providências em casos suspeitos são adotadas para que as investigações dos casos sejam feitas.

A transmissão da febre amarela acontece através de um mosquito que vivem em áreas de matas. O vetor pica animais ou humanos e transmite a doença, segundo informou o médico infectologista João Assy.

Por ter muitas florestas, a região amazônica é considerada como endêmica. “Vão ter casos  suspeitos todos os anos porque vivemos em uma área de floresta e não tem como evitar isso. O que podemos fazer é ter uma boa cobertura vacinal”, enfatizou.

Vacinação
Deve tomar a vacina contra a febre amarela: morador de município com a suspeita do vírus circulando ou visitante desses lugares, 10 dias antes de viajar. A imunização para a vida toda só é garantida se a pessoa tomar as duas doses da vacina preventiva em um intervalo de 10 anos.

Não devem tomar a vacina: grávidas, crianças com menos de seis meses, alérgicos a ovos e pessoas que vivem em áreas sem registro do vírus. Pessoas acima de 60 anos devem consultar um médico.

Sintomas da febre amarela: febre alta, pele e olho amarelos (o vírus lesiona o fígado) e hemorragia. Não pode tomar remédios à base de ácido acetilsalicílico. Em casos suspeito, procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

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