Boa tarde, Sábado, 22 de Julho de 2017
DECISÃO DE PERRI
Tenente-coronel acusado de participar de grampos ilegais é solto
A reportagem entrou em contato com o advogado Saulo Gahyva, que faz a defesa do militar, mas não obteve sucesso.
16/07/2017 - 00h04 - Fonte: Celly Silva, repórter do Gazeta Digital

 

Januário Batista

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), concedeu habeas corpus ao tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista, ex-comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, em Várzea Grande.

Ele está preso desde o dia 23 de junho, no 3º Batalhão da Polícia Militar, acusado de participar do esquema de interceptações telefônicas clandestinas denunciadas pelo promotor de Justiça Mauro Zaque.

Conforme a assessoria de imprensa do TJ, o alvará de soltura já foi expedido e está sendo cumprido neste momento. A decisão que liberou Batista tramitava em segredo de justiça, por isso, não foi possível ter acesso aos motivos que levaram o magistrado a acatar o pedido de liberdade.

A reportagem entrou em contato com o advogado Saulo Gahyva, que faz a defesa do militar, mas não obteve sucesso. 

Na última terça-feira (11), Orlando Perri já havia concedido liberdade ao cabo Euclides Luiz Torezan, também preso preventivamente por suspeita de participação nos grampos ilegais. Ele atuava no mesmo batalhão que Januário e também atuou no Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

Grampos ilegais – O caso dos grampos ilegais veio à tona após denúncia feita pelo promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança, Mauro Zaque.

Militares teriam se utilizado irregularmente do sistema "Guardião" de interceptação telefônica, bem como formalizado pedidos de interceptações telefônicas e respectivas prorrogações, como também dos relatórios de inteligência, com desvio de finalidade, a fim de que, na clandestinidade, obtivessem chancela judicial para execução de escutas indevidas.

O inquérito policial militar foi instaurado e está sob a responsabilidade do coronel Jorge Catarino e apura a participação dos militares no crime. Ele protocolou nesta segunda-feira (10), junto ao Tribunal de Justiça, o relatório preliminar do caso e apontou a necessidade de realização de diligências complementares, como a coleta de novos depoimentos.
 

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