Boa noite, Segunda-Feira, 18 de Junho de 2018
NEGOCIATA
Ex-chefe de Gabinete denuncia Wellaton no MPE
Jadson entrega ao promotor Sérgio Silva comprovantes de depósitos, áudios, fotos, trechos de diálogos registrados em cartório; esta é a 2ª denúncia contra o parlamentar sobre farra com verba indenizatória
11/06/2018 - 18h35 - Fonte: RDNews

Uma semana depois de dois suplentes revelarem, em conversa gravada, que Felipe Wellaton cobrou devolução de verba indenizatória para ceder vaga na Câmara de Cuiabá, surge novo escândalo envolvendo o parlamentar, agora com maior gravidade por causa de documentos comprobatórios. É acusado de ter se apropriado indevidamente da VI do seu ex-chefe de Gabinete, o bacharel em Direito Jadson Nazário de Freitas. A denúncia já foi protocolada sob os cuidados da promotora Ana Cristina Bardusco, na 14ª Promotoria Criminal, mas distribuída ao promotor Sérgio Silva Costa. Tramita sob sigilo.

Jadson entregou à promotora comprovantes de depósitos, incluindo para terceiros com vistas a pagar por serviços particulares do vereador, reprodução de diversos diálogos com Wellaton, muitos deles por meio do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp e registradas em cartório em forma de ata notarial, áudios, fotografias e outros documentos que comprometem o parlamentar numa prática ilegal.

Se comprovados os atos de improbidade, Wellaton terá de ressarcir ao erário, corre risco de ser cassado e de ficar inelegível.

Documentos entregues ao MPE pelo ex-chefe de Gabinete Jadson Nazário comprometem o vereador Felipe Wellaton sobre apropriação indevida de verba

Na denúncia, a qual o  teve acesso, Jadson conta que trabalhou como coordenador da campanha de Wellaton, eleito nas urnas de 2016, pelo PV, com 3.054 votos. Anexou um vídeo em que o próprio Wellaton aparece agradecendo-o pelo apoio decisivo, que resultou na vitória nas urnas, e prometeu empregá-lo na assessoria.

Isso, de fato, ocorreu. Em 2 de janeiro de 2017, Jadson foi nomeado como chefe de Gabinete Parlamentar, sob Ato 138/2017. Ele disse, em depoimento oficial, que o vereador condicionou o emprego na Câmara Municipal à devolução da verba indenizatória. E aceitou a proposta porque precisava do emprego.

Exerceu essa função de chefe de Gabinete efetivamente por apenas um mês, ganhando R$ 6 mil e mais R$ 4 mil de VI. O ex-assessor conta que, no mês seguinte, Wellaton cortou parte do seu salário sem avisá-lo, reduzindo-o para R$ 3 mil. E a VI continuou caindo na conta pelos quatro meses seguintes (fevereiro a maio).

Em sua declaração ao MPE, Jadson revela que sacou R$ 4,2 mil referente à VI e repassou o montante para o vereador. E apresentou comprovantes para a promotora que investiga o caso. Cita que no final de janeiro do ano passado, o vereador solicitou que o repassasse R$ 2 mil, além da VI. Jadson não concordou, alegando que o acordo era para devolver exclusivamente VI, e ambos travaram uma discussão.

Já em fevereiro, por conta do desentendimento, perdeu o cargo de chefe de Gabinete, ficando como assessor parlamentar e com salário de R$ 4 mil, sem aviso prévio. Segundo Jadson, por um erro do setor financeiro da Câmara, ainda recebeu VI naquele mês. E, de novo, repassou o valor para Wellaton.

Em março, relata o ex-chefe de Gabinete, o seu salário foi reduzido de novo, agora para R$ 3 mil, mas recebeu VI e, desta vez, não foi repassada diretamente para o vereador, mas sim para comprar peças para a caminhonete do parlamentar que estava com motor fundido. No mês seguinte, segundo a denúncia, o subsídio de Jadson caiu para R$ 2 mil e ainda recebeu VI. Wellaton pediu que transferisse o dinheiro para Jeferson Luiz Junglaus, que seria responsável por uma obra no estabelecimento do Açaí das Águas, que pertence ao vereador e funciona dentro do complexo do Parque das Águas.

 Wellaton foi contatado, mas não atendeu as ligações.

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